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Postado por  Sede Geral - Marlene dos Santos 02 Agosto 2019
Vocação: entre sonhos e desafios

 "Mostrai-me, ó Senhor, vosso caminho e fazei-me conhecer a vossa estrada. Porque sois o Deus Amigo, porque sois o Deus Irmão, Vós que sempre estais comigo. Amo a minha VOCAÇÃO."

Queridas irmãs, formandas, jovens vocacionadas, amigas e amigos do carisma, Paz e Bem! Neste início do mês de agosto, dedicado à reflexão e oração pelas vocações, expressamos nossa gratidão a Deus pelo dom da vocação de cada pessoa.

Queremos viver este mês em sintonia com o 4º Congresso Vocacional do Brasil, que tem como tema “Vocação e Discernimento” e será realizado de 05 a 08 de setembro, em Aparecida (SP).

Na certeza de que cada pessoa é chamada a realizar-se plenamente, num caminho que é construído cotidianamente, numa dinâmica permanente de chamados e respostas, sonhos e desafios, compartilhamos o testemunho vocacional da jovem irmã Puri Mafikene Marlene que, assumindo sua vocação como Irmã Catequista Franciscana, se coloca a caminho no seguimento de Jesus Cristo com muita alegria e fé.

Desejamos a todas um feliz e abençoado mês vocacional. Rezemos: “Senhor dai-nos vocações. Senhor dai-nos muitas vocações. Senhor dai-nos muitas e santas vocações”.

 Somos chamadas por Deus para amar e servir aos irmãos. Ser gente que arde-ilumina-irradia, vida-esperança-libertação. Ser gente de fé, de amor e de paz. Ser gente de oração.”

Eu sou Puri Mafikene Marlene, venho compartilhar um pouco a minha história vocacional: aos oito a nove anos de idade, na minha cidade chamada Muschie, na República Democrática do Congo, conheci irmãs que cuidavam da escola e da saúde. Eu estudava na escola católica onde trabalhavam essas irmãs. Uma vez, a minha mãe estava doente e fomos naquele hospital. Eu admirava o jeito: uma irmã que cuidava e conversava bem com o povo, tanto na escola como no hospital. Eu queria tanto ser como ela e cuidar bem das pessoas. Eu achava ela muito inteligente em tudo que fazia.

E esse desejo foi crescendo cada vez mais. Eu não podia entrar numa congregação porque era ainda criança. Quando conclui o ensino médio, apareceu uma irmã que morava em Angola e ela conhecia as Irmãs Catequistas Franciscanas. Partilhei o meu sonho e desejo e ela me colocou em contato com as irmãs catequistas via telefone. Eu não sabia falar a língua portuguesa e elas não falavam o francês. Então elas falavam pra Irmã Emerance, que traduzia pra mim; e eu falava ela também traduzia pra irmãs. Assim foi... Isso era no ano 2012.

No ano 2013, em fevereiro, eu saí da casa dos meus pais, fui até a capital que é Kinshasa começar encaminhar os documentos. E eu pensava que era só sair entrar assim no outro país. Não sabia que tinha que fazer os documentos. Nesse tempo tinha também a Veronique. Ela também estava encaminhando seus documentos. As irmãs falaram pra ela: “tem uma menina que quer entrar conosco, seria bom você ir até lá e começar encaminhar os documentos dela também”. Ela foi até a minha casa. E viemos até Kinshasa nós duas. E eu fiquei seis meses na casa do tio da Veronique. Depois, em agosto desse mesmo ano, eu fui para Angola viver com as Irmãs Catequistas Franciscanas.

 Quando eu entrei na congregação, ainda não sabia falar o português e as irmãs só falavam esta língua. No início, me deu tanta dor de cabeça porque não sabia a língua, mas aos poucos fui aprendendo na prática. Hoje falo o português com facilidade.

Vivi desde 2013 até 2014 em Cabinda e em 2015 morei em Luanda, Angola. No dia 02 de maio de 2016, cheguei no Brasil.  Fui morar em São Gabriel da Cachoeira/AM, onde dei continuidade ao processo formativo. Uma experiência maravilhosa! Vivi mais de perto a interculturalidade. Aprender a cultura da outra e valorizar o que é de sua essência e não perder a sua origem. Para mim, essa experiência ajudou a amadurecer como mulher e como consagrada, me ajuda a sentir parte dessa Congregação, além de abrir mais o meu jeito de olhar a vida e de pensar. E no dia 14 de julho de 2019, fiz a consagração temporária na Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. É aqui que Deus me chamou para viver o seguimento de Jesus Cristo.

Tantos gestos vividos durante a caminhada, demonstração do amor de Deus através das irmãs e com povo, que são para mim vivências enriquecedoras, partilhando a vida, sabores e saberes. A convivência da diversidade, sinto que me ajudou a crescer cada vez mais e reconhecer quem eu sou.  Como discípula, aprendiz do Mestre Jesus, sempre me coloco na abertura do coração para acolher as diversidades no respeito, amor e confiança em Deus e na outra.  Isso que me alegra e mostra como ser irmã Catequista Franciscana!

A pessoa de Jesus alimenta a minha vocação, com seu chamado é contínuo a ser aprendiz da vida como mulher Religiosa na Vida Consagrada. É o Senhor que me convida a cada dia a estar a serviço dos irmãos especialmente os mais pobres. 

Todos os dias eu busco responder este chamado, animada pelo testemunho de Francisco e Clara, que me motivam a viver a espiritualidade Francisclariana; o testemunho das três primeiras: Amábile, Maria e Liduína, sua coragem esperança, simplicidade, disponibilidade, alegria, entrega total a serviço do Reino.

Essas experiências me ajudam a abrir o coração, deixar que o novo entre.  Agradeço ao Deus da vida pelo dom da vocação. Hoje, eu vivo e sinto que ser Irmã Catequista Franciscana é ser educadora da fé e para a cidadania. Ser Irmã do povo, viver os desafios frente a uma realidade que clama e grita pela vida e pela paz. É ser sinal da esperança e luz na vida do povo.

Neste início do mês Vocacional desejo convidar você que é jovem. Venha experimentar essa alegria e viver este chamado de ser discípula missionária de Jesus Cristo na Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. Vocação é dom! Vocação é chamado divino de Deus. Vocação é uma resposta de AMOR! Vale a pena tentar!

 “A gente pode ser muito mais feliz seguindo exemplo de Francisco de Assis.

A gente pode ser muito mais feliz seguindo exemplo de Clara de Assis.” 

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Puri Mafikene Marlene

Comentários  

#1 Irmã Zelide Paeze - C.F 04-08-2019 14:05
JUNIORISTA - Puri Mafikene Marlene, você foi e continua sendo uma grande guerreira. Foste e serás sempre acolhida por todas nós com nosso carinhoso e terno abraço de esperança e muito amor. Caminhemos juntas fecundando nosso Carisma na alegria, simplicidade, disponibilidade e serviço; assumindo o mesmo Itinerário Formativo, na certeza de sermos esperança e luz na vida dos preferidos de Deus "SÊ FIEL".

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