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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Isabel do Rocio 07 Setembro 2019
Obrigada, Irmã Clemência Beninca!

 

“Se for obra de Deus, a Companhia continuará. Se for obra humana, acabará por si”.

(Irmã Clemência Beninca)

No dia 08 de setembro, dia de sua passagem para a Vida Plena, com o coração agradecido, queremos fazer a memória de Irmã Clemência Beninca, da Congregação das Irmãs da Divina Providência. 

Catarina Beninca, (seu nome de batismo) nasceu em Treviso, Itália, aos 12 de abril de 1879. Durante sua infância seus pais emigraram para o Brasil, estabelecendo-se em Rodeio - SC. Com 18 anos ingressou na Congregação das Irmãs da Divina Providência em Florianópolis. Na sua profissão religiosa, a 1º de janeiro de 1901, recebeu o nome de Clemência. Trabalhou como professora em Florianópolis - SC, em Brusque - SC e a partir de julho de 1905, juntamente com outras duas coirmãs, iniciou a missão das Irmãs da Divina Providência em Rodeio - SC. As irmãs iniciaram e dirigiam a escola paroquial, montaram e administravam uma pequena farmácia e cooperavam com o Vigário nos trabalhos paroquiais.

A pedido de Frei Polycarpo Schuhen, Irmã Clemência assumiu a formação das Catequistas e a orientação da Companhia das Catequistas durante 16 anos (de 19013 até 1929), quando então a Companhia já tinha mais condições para assumir sua própria direção.

Podemos dizer que Irmã Clemência Beninca, auxiliada depois por Irmã Ambrosina Van Beck (1924), foi verdadeira mãe e cofundadora, pelo seu grande amor e desvelo na formação de cada jovem Catequista e na direção da Companhia das Catequistas, ao lado de Frei Polycarpo Schuhen e depois de Frei Bruno Linden, que com amor e dedicação, foram verdadeiros pais na criação e orientação dos rumos da Companhia.

“Quando Irmã Clemência assinava algum documento, designava-se a si mesma como ‘Diretora das Catequistas’... Recebia as novatas, coordenava a formação de cada uma, previa-lhes o início e o local de trabalho, distribuía as Catequistas pelas casas, visitava-as, enfim, desempenhava todas as funções, como verdadeira superiora que era. Residia no pequeno convento, mas visitava a casa das Catequistas com muita frequência, chegando a fazê-lo diariamente no tempo das férias. Zelava, corrigia, estimulava. Ajudava as Catequistas em suas dificuldades. Com elas e com Frei Polycarpo buscava a solução dos problemas.

Era ela também que se encarregava da contabilidade. Fazia os lançamentos, registrando as receitas e despesas, misturando o italiano ao português, costume que conservou até o fim da vida”.(Valandro,1990)

Quando a incipiente companhia passava por crises, o ministro provincial, em visita a Rodeio, chamou Irmã Clemência e pediu que ela dissolvesse o grupo. Irmã Clemência Beninca, convicta de que a Companhia era obra de Deus e iluminada pelo Espírito Santo a defendeu respeitosa, mas firmemente, dizendo: “Se for obra de Deus, a companhia continuará. Se for obra humana, acabará por si. As três primeiras ainda estão lá e firmes”. Sem sua firme tomada de posição, certamente que a Companhia não teria sobrevivido.

“Irmã Clemência em companhia de Irmã Ambrosina visitava as escolas das Catequistas, ensinando e praticamente introduzindo as professoras nas matérias escolares” (Crônica da Congregação, Livro 1, p. 9v a 10v).

Foi admirável como Irmã Clemência, não interferiu no carisma e na espiritualidade do grupo nascente; cultivou nas Catequistas a vida franciscana, sem as atrair para sua congregação e ao entregar a direção à primeira superiora, Irma Maria Avosani, acompanhava o desenvolvimento da Companhia apenas com suas orações, recolhida no Convento Menino Deus.

Foi acometida de uma gangrena na perna que lhe causou muitos sofrimentos. Entregou sua alma a Deus no dia 08 de setembro de 1964, dia da natividade de Nossa Senhora, com 85 anos de idade. Grande número de povo marcou presença em seu velório e sepultamento. Nesse dia, Irmã Clara Fachini, CF em nome de todas as irmãs, expressou carinhosamente o reconhecimento e o agradecimento, à querida Mãe, Irmã Clemência Beninca por tudo o que ela foi e significou para a Companhia.

(Ver no anexo, as palavras de Irmã Clara Fachini)

Bibliografia:

Valandro, Ede Maria. Em Resposta ao Clamor do Povo, 1990. 

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Anita David

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