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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Marlene dos Santos 20 Julho 2020
Aprendentes da nova Mátria Humana

 

Dedico este poema a todos e todas que, como eu, nesta pandemia, estão se reinventando, procurando criticamente ler a realidade, buscando ser aprendentes conectados/as a tantas pessoas que sonham conosco essa Nova Mátria Humana.

 

Eu me dizia aprendiz e, de repente, a pandemia, com divina maestria,

Ensinou-me a ser aprendente,

Reinventar a vida em todas as suas vertentes,

Sonhar o sonho mais doce que este tempo nos trouxe:

Ser cidadã/ão planetária/o!

 

Como aprendente, aprende-se de todos os modos, constantemente!

Aprende-se com coisas antigas, com coisas recentes;

Aprende-se a sorrir com os olhos, a abraçar com a mente,

Repensar teorias, viver o presente!

Aprende-se que mesmo parados

O tempo corre veloz, e a vida num grito sem voz

Recorda a grande lição do URGENTE,

Que o amado Casaldáliga já profetizara:

“Saber esperar sabendo, ao mesmo tempo,

forçar a hora daquela urgência

que não permite esperar! ”

 

Por isso, eu chamo, clamo, re-clamo!

Vem comigo, amiga/o, traz contigo o legado,

O que tens de aprendizado deste tempo em rebeldia!

Vem com alegria, mesmo que a dor seja teu pão,

Não vamos soltar tua mão!

Buscaremos, nos teus olhos, a indignação que precisamos

Para o “basta” coletivo,

Que a não-violência ativa

Exige sem mais demora!

Com Vandré, “vem, vamos embora”, para o novo acontecer!

 

Como toda a vida importa, não importa de onde vens,

Nem a idade que tens,

Nem Credo, nem partido,

Se és deste ou daquele timão...

Não importa a tua condição.

Importa, sim, o que trazes na mente e no coração:

Bondade, justiça, verdade!

Ternura, honestidade e perdão!

Do mesmo lado então estaremos,

Na defesa da vida ameaçada, sofrida!

 

Vem!

Eu te prometo: não vamos fugir!

Se precisar, molharemos o chão com as lágrimas guardadas.

Eu te prometo: não vamos fingir,

Faremos plantão noite e dia

Até a esperança florir!

 

Assim, aprendentes que somos,

Com a ousadia terna na mão,

Seremos quem sempre fomos:

Herdeiros/as da liberdade, com direito ao nosso pão,

Por princípio partilhado como dom da criação!

 

Com nossa fé, forjaremos do medo a coragem,

Com firmeza buscaremos a paz sem arrogância, sem presunção!

Da ira faremos poesia, como Luther King dizia,

Poderemos transformar as dissonantes discórdias

em uma linda sinfonia.

 

Espalharemos o perfume e a bênção da irmandade,

Com Franciscos de ontem e de hoje.

De mãos dadas, adotaremos decididos

Uma nova economia,

Convivendo em harmonia

No colo da “Pacha Mama”!

 

Será linda nossa bandeira

Da nova Mátria Humana,

De cor intercultural

Com matizes misturados,

Com flores bem coloridas,

Feitas de penas, tambores,

A Mãe Terra, agradecida, também será contemplada,

Dizendo a cada olhar

Que precisa ser cuidada!

Terá gente de avental para que ninguém esqueça

Do que é essencial: Serviço à vida! Jamais ao capital!

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Carmelita Zanella

Comentários  

#8 Luana 23-07-2020 21:36
A Mátria Humana! Querida Irmã Carmelita, que aconchego e gratidão, por cada frase deste "pão" partilhado da sua inspiração. Sejamos aprendentes e que possamos atender, viver o que é urgente e amando cada surpresa deste presente! Meu abraço a você querida mana!
#7 Edione 22-07-2020 22:10
Irmã Carmelita Zanella...obrig ada por fazer nossa Mátria Humana mais bela! Seu poema é sopro bendito que causa reboliço em nossos sentidos. Abraços!
#6 Nair izoton 22-07-2020 10:36
Paz e bem.
Como é bom e lindo, deixar aflorar toda a criatividade, que esse tempo sendo crise, ajuda a criar e recriar. Vamos aprendendo sempre mais. Seremos etrnas aprendizes.
Abraços fraterno!
#5 Otavio Zanella 22-07-2020 04:22
Carmelita.
Li com capricho consciente o caminhão de palavras, dispostas em versos, que fazem a cadência de vida... compassos das passadas resignadas, temidas.
Tão recolhidos estamos, nos afazeres dos cuidados necessários. Tão soltos estamos ao ler a profundidade das palavras que levitam nossas almas, a nos dizer com maestria que estamos novatos na simbologia pérfida pandêmica, tão temida, tão letal, atraiçoando o convívio de pessoas e de famílias.
Nossa MÁTRIA, genial transposição feminil, porque mãe sempre tem um coração mais aberto. Com carinho teu Primo, também poeta, esc Igor, sensivel
#4 Mayara 22-07-2020 03:06
Carmem que saudade! Que delícia ousarmos novos passos diante da instabilidade que evoca a criatividade e novo jeito de caminhar.
#3 Helena Giuliani Franciscon 21-07-2020 22:41
Parabéns, Ir. Carmelita ! Lembrei de nossas lutas lindas na época de UPF...nossas reivindicações e muitas conquistas na Universidade... lembro muito bem que foste nossa oradora no dia da formatura. Mas fico feliz com teu trabalho belíssimo na África e esta poesia retrata muito o momento atual que estamos vivendo e reinventando maneiras diferentes de enfrentamento dessa pandemia que nos deixa mais frágeis, mas com muita vontade de fazer o mundo sorrir novamente! Abraços da colega de UPF helena
#2 Maria Fachini 21-07-2020 22:30
Inspirada e inspiradora sempre, Carme, querida.
Obrigada pelo brilho de sua luz,
pela música de sua palavra
pela excepcionalidad e que você consegue dar ao cotidiano.
Abraço carinhosamente agradecido
#1 Alice Antunes dos Santos 21-07-2020 19:51
Que maravilhoso poema irma Carmelita Zanella! Alimentou dentro de mim o desejo de ser aprendente. Lindas inspirações em tempos de pandemia. Agradeço a partilha. Sigamos unidas em oração a serviço da vida! um grande abraço fraterno! irmã Alice.

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