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Publicado em Testemunhos
23 Setembro 2019 Comments (2)
História da minha vocação religiosa-missionária

Era 20 de janeiro de 1936. Em Laurentino - Santa Catarina, nasceu uma menina, que no dia do seu Batismo recebeu o nome de Olímpia Anastácia, filha de José e Melânia Perini. Uma família de 10 filhos, cinco rapazes e cinco moças, da qual Olímpia ocupa o sétimo lugar.

Como criança sempre tive uma infância muito feliz, convivendo com uma família bastante religiosa. Pais muito dedicados na educação de seus filhos, amorosos e sempre preocupados para dar o melhor para a família. Uma família muito ligada às funções da igreja, missa dominical, e nenhum filho podia faltar da missa. Aos domingos todos iam à missa de carroça, mas eu ia depois que eles voltassem, pois eu ficava cuidando dos pequenos e do fogo. Havia sempre duas missas. Quando acabava a missa eu voltava para casa, almoçava, ajudava lavar a louça e voltava novamente para a igreja, pois havia catequese dada pelas Irmãs Irene e Domingas Berlanda e Irmã Emilia Cadore. Após a catequese participava da reza do terço e Bênção do Santíssimo.

Com uma caminhada longa de 15Km, algumas vezes eu chegava a desmaiar durante o terço, pois ainda mais que era tudo de joelho e no cimento. Como criança, eu gostava muito de rezar, cantar, estudar o catecismo, brincar de bola, cantigas de roda, correr pelos pastos, ajuntar frutas, sempre junto com uma turma de amigas vizinhas. Aos sete anos fiz a primeira Eucaristia, participava da Cruzada Eucarística. Gostava de me ver com a fita amarela de cruzadinha.

Nesse tempo iniciei meus estudos de primeira a quarta série, tendo como professoras as Irmãs: Emília Cadore, Páscoa Rossi, Domingas Berlanda, Inez Bianchet. Com o contato sempre junto às Irmãs na Escola, na Catequese, ajuda na arrumação do altar para os domingos, ensaios de canto, nos trabalhos na casa das Irmãs, o apoio nos momentos de perdas e doenças, tudo foi para mim um chamado de Deus para começar a pensar o que mesmo eu queria ser na vida. Meu pai sempre falava que gostaria de ver todos seus filhos Padres e Irmãs. Minha mana Irmã Elza sempre me falava e incentivava para esse caminho. Meus tios e colegas falavam que eu seria um dia Irmã Catequista. Na verdade, eu não falava muito sobre isso, preferia ficar mais em silêncio e ouvir o que diziam a meu respeito.

Ao término do ensino primário fui dando minha resposta. Dia 15 de fevereiro de 1950, com o coração apertado e entre lágrimas, fiz a despedida dos meus familiares e meu pai levou-me de carroça para a casa das Irmãs e dia seguinte, Irmã Domingas, e mais duas colegas partimos de ônibus e de trem, chegando em Rodeio às 13 horas. Ali continuei os estudos, recebendo formação Religiosa e tendo como Mestra a querida Irmã Rosa Vavassori, que foi para mim a minha segunda mãe.

Durante o estudo do ensino fundamental entrei no postulantado, em seguida um ano de Noviciado.  Dia 14 de janeiro foi o dia mais esperado da minha vida, em que me consagrei ao Senhor para sempre, com um SIM generoso.

Muito agradecida a Deus por essa opção, vou dando minha resposta ao Deus da Vida que me chamou com tanto amor, na missão de cada dia com o povo de Deus. Sempre me senti muito feliz por essa vocação religiosa e missionária; escolhida por Deus entre tantas amigas jovens que conviviam comigo, partilhando nossas vidas, alegrias, brincadeiras, sonhos e histórias de criança.

Como Irmã Catequista Franciscana, tive a graça de estar sempre no meio do povo, seja na pastoral, na catequese, na educação como diretora, professora de escola primária. Pude fazer uma linda experiência na periferia de São Paulo na educação de jovens e adultos. Nesta mesma realidade atuei no projeto social com grupo de mulheres, orientando-as no corte e costura. Quanto aprendizado!! Ao Deus da vida que sempre me conduziu e me iluminou na caminhada da vida e Missão, gratidão eterna.

Deixo às jovens, nesse tempo tão propício, um convite para abraçar com generosidade o convite de Deus para uma missão tão nobre e gratificante junto ao povo de Deus, neste mundo tão conturbado, necessitado de justiça, amor e carente de Evangelização. Quero dizer ainda, que me senti pessoa abençoada por Deus na minha missão. Sempre senti a presença amorosa de Deus na caminhada que fiz e faço. Mesmo na minha fragilidade, não perdi o entusiasmo da missão, fazer o bem a quem quer que seja. Louvado sejas, meu Senhor, por tudo o que em mim realizaste!

Paz e Bem a toda minha Irmandade, a todas as comunidades com quem tive a graça de partilhar minha vocação missionária e a todo o povo de Deus.

Irmã Olimpia Perini

Comentários  

#2 Marilete 15-06-2020 22:22
Irmã Olimpia,Gostei de ler sua historia vocacional! Mesmo com a saúde limitada, você nunca desistiu das dificuldades, e se manteve firme em todas as atividades nas muitas comunidades, por onde passou. Parabéns!!!.
Abraço e muita paz.
#1 Isabel Masiero Girardi. 23-09-2019 19:08
Parabéns Irmã Olimpia Perini. Que Deus te abençoe sempre e obrigado pelo que fizeste pelo povo de Rodeio. No tempo da catequese.

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