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Publicado em Testemunhos
10 Junho 2020 Comments (2)
Vida! Vocação! Chamado!

“Missão é despertar esperança em meio às situações mais difíceis, porque, se não há esperança para os pobres, não haverá para ninguém (DAp, 395)

Todo o chamado exige uma resposta!

Nasci numa família tradicionalmente católica, agricultora e de cultura Italiana. Na época, a família recebia uma formação religiosa onde o casamento tinha como um dos princípios, que ao criar seus filhos, era para a família entregar também para ser padre e irmã. Neste sentido, eu, Emília Altini, filha de Otília Volpi Altini e Alexandre Altini, ocupando o sétimo lugar entre os 13 irmãos que somos, ouvi o chamado para ser Irmã Catequista Franciscana. Um dos irmãos foi chamado à vocação sacerdotal. Muitos dos meus irmãos e irmãs passaram por esse caminho, fazendo experiência em famílias religiosas. Entre as minhas irmãs, eu não sei por qual merecimento permaneço nesta família religiosa desde 03 de fevereiro de 1963, quando meu pai me levou para Rodeio/SC.

Me recordo com muita ousadia e alegria no coração que, quando ainda em casa, à noite rezava, ajoelhada ao pé da cama, uma Ave Maria a Nossa Senhora para eu ser Irmã. E todas as manhãs, como prática religiosa na família, a minha querida Mãe fazia a gente rezar, ajoelhados e apoiados no banco ao redor da mesa, orações vocacionais que os Padres Salesianos deixavam quando passavam em visita às famílias, fazendo campanha vocacional e pedindo ajuda em alimentação para o seminário em Ascurra/SC. Isso sempre ficou e ainda está muito presente em mim. 

Percorri caminhos pela formação inicial no juvenato, em Laurentino e, neste tempo, foi me oferecido, por necessidade, conviver numa experiência com as irmãs em Caminho Pinhal/SC, que foi para mim o “Ano da Graça”. Aprendi muito com as irmãs, a firmeza em momentos de oração - Espiritualidade, a ser professora, cuidar da casa, e até matar galinha – Cruz credo que horror pensando hoje. De 1968 a 1970 fiz o postulado e noviciado em Rodeio.

Com a profissão temporária em fevereiro de 1970, parti para a missão, que me exigiu sempre um olhar carinhoso para o povo, em Escolas, pastorais atendendo às necessidades do galinheiro ao altar. Irmã nova, irmã para tudo! Foi a escola da Vida! Onde se aprende e se ensina. Entre esses anos todos de missão em realidade que exigia viajar de ônibus, de bicicleta, de carona, a pé... aqui estou com uma carga de experiência de vida vivida nas mais diferentes realidades culturais, por 50 anos.

Destaco, de coração agradecido e mente aberta, a oportunidade que tive de fazer e viver a experiência de deixar o chão Catarinense, minha terra natal, onde a raiz familiar gritava forte, mas o Espírito missionário e a vocação com a qual me comprometi em pobreza e obediência, em maio de 1980, me levaram a passar fronteiras! E, com alegria e discernimento, pisei, com pés firmes e ligeiros, a nova realidade missionária, Rondônia, terra e berço das populações indígenas, migrantes e comunidades tradicionais, que reforçaram ainda mais minha opção de vida religiosa comprometida com os pequenos e preferidos de Deus.

Ser Irmã Catequista Franciscana na experiência vivida junto aos povos nativos tornou e torna possível experienciar “relações interculturais, onde a diversidade não significa ameaça, não justifica hierarquia de um poder sobre os outros, mas sim diálogo a partir de visões culturais diferentes, de celebração, de inter-relacionamento e de reavivamento de Esperança”. (Cf. DAp. 97).

Responder os apelos do povo, sendo “IRMÃ DO POVO”, é desdobrar as forças e energias num caminho de pedras, espinhos, onde se reafirma a raiz da Esperança, da Resistência, da Fé, e se alimenta a chama que fumega no coração, na mente e no Espírito.

Inspirada, em Laudato Si, posso afirmar: “com os povos nativos aprendi contemplar a Amazônia, não apenas analisá-la, para reconhecer esse precioso mistério que nos supera; podemos amá-la, e não apenas usá-la, para que o amor desperte um interesse profundo e sincero; mais ainda, podemos sentir-nos intimamente unidos a Ela, e não só defendê-la:  e então a Amazônia tornar-se-á nossa como uma mãe. Porque se contempla o mundo, não como alguém que está fora dele, mas dentro, reconhecendo os laços com que o Pai nos uniu a todos os seres”

“Na Missão e para a Missão, com pés no chão, 50 Anos, vivendo o Evangelho da Vida em doação”

                                                Irmã Emília Altini

 Porto Velho, 08 de junho de 2020.

Comentários  

#2 Marilete 14-06-2020 20:03
Que lindo Emília, esta bela experiência de 50 anos junto ao povo. Felicidades e muita paz.
#1 Najila 10-06-2020 23:03
Felicidades. 50 anos de vida doada a serviço da missão.
Mulher Guerreira, determinada e sempre de bem com a vida.

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