Foi assim que chegamos ao Cazenga com nossos pés empoeirados pelos caminhos, porém com esperança e acreditando que é possível. Fomos acolhidas pela irmandade do Cazenga e no dia 06 ás 6 horas da manhã fizemos a caminhada para o Bairro da Vila Alice, na Fraternidade dos nossos irmãos Capuchinhos onde realizamos a assembleia da Coordenadoria Irmã Álcida de Angola e Moçambique.
Com a presença de Irmã Maria Lunardi, Leigas e Leigos simpatizantes e com a assessoria de Vitor Barbosa da Associação Angolana de Educação para Adultos, sob o tema: A realidade da Educação de Adultos em Angola, iniciou a sua reflexão. Fez uma análise da situação da educação em Angola, seus princípios, desafios e perspectivas para o futuro.
O diálogo é o primeiro passo para que aconteça nesta realidade uma educação libertadora. Na alfabetização de adultos o primeiro e principal objetivo é proporcionar competências para a Vida, e para isto precisamos ler o contexto histórico e acolher as diferenças de cada um e cada uma e levar à vivência dos valores do respeito e solidariedade, assumindo a própria identidade resgatando a autoestima e a valorização pessoal.
Falou-nos também dos quatro pilares da educação para o século XXI:
Aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver e aprender a ser. O Ser Humano sozinho não existe, Sou com os outros.
A Educação Popular é um caminho Político Pedagógico. Portanto é um processo que exige envolvimento corresponsável de cada participante na construção, apropriação e multiplicação do conhecimento. Essa experiência de aprender e ensinar só pode interessar à classe oprimida, pois no capitalismo, não há lugar para ela. “Se só o oprimido pode libertar-se e, ao libertar-se liberta também o seu opressor”, a educação serve para despertar e qualificar o potencial popular em sua luta, para romper a lógica do capital e construir uma alternativa solidaria.
Encerramos os dois dias de reflexão e partilha tendo presente que as experiências já feitas nos grupos e comunidades precisam ser fortalecidas e para tal fizemos o exercício coletivo de planejar: o que fazer, como fazer, quem fará e quando fazer.
