images/CICAF - Logomarca Impresso 160x160.png
Imprimir esta página
23 Abril 2017
Páscoa de Irmã Emma Oenning

“Os que ensinam a muitos a justiça brilharão para sempre como estrelas no céu”               (Dn 12,3).

No mês de fevereiro de 1936, na comunidade de Santa Margarida, Salete, SC, uma família ansiosamente aguardava a chegada de mais um filho ou filha. No dia 28, uma linda menina sorriu para a vida! Com o mesmo sorriso, carregado de gratidão e ternura, esta menina foi acolhida pela mãe, Adelina Oenning, e pelo seu pai, José Gustavo Oenning.

A família sempre teve uma intensa participação eclesial e soube educar os filhos e filhas na fé e nos costumes cristãos. Emma não foi a única a escolher a Vida Religiosa Consagrada. Sua irmã mais velha, Paula Oenning, já havia feito a mesma escolha.

Ainda muito jovem, com 13 anos, Emma foi para Rodeio, SC, com o desejo de ser Irmã Catequista Franciscana. Apoiada pelos pais e demais familiares, no dia 27 de janeiro de 1950, iniciou sua nova experiência. Permaneceu em Rodeio por cinco anos, preparando-se para consagrar-se a Deus na Vida Religiosa. E chegou o grande e esperado dia! No dia 14 de janeiro de 1955, as Irmãs Catequistas Franciscanas acolheram com festa mais um grupo que assumiu sua Forma de Vida.

No mesmo ano, Irmã Emma Oenning foi enviada em missão a Tubarão, SC, onde fez sua primeira experiência missionária, dedicando-se aos trabalhos pastorais na paróquia e assumindo a catequese.

Irmã Emma deixou sua marca como Irmã Catequista Franciscana em muitas comunidades de Santa Catarina: Rodeio, Tubarão, Presidente Getúlio, Rio do Sul, Trindade em Florianópolis, Rio do Campo e Laurentino. No Rio de Janeiro, esteve durante muitos anos em Duque de Caxias. No Maranhão, atuou em Bacabal e, no Paraguay, em Puente Kyjhá.

Emma foi uma apaixonada animadora da catequese, como coordenadora paroquial ou diocesana. Era incansável quando se tratava de acompanhar as/os catequistas e lhes oferecer oportunidades de formação, através de encontros, seminários, oficinas e assembleias. Preparava tudo com muito cuidado. Foi também Coordenadora Diocesana de Pastoral.

No âmbito interno da Congregação atuou na formação de jovens para a Vida Religiosa e no ministério da coordenação provincial, como conselheira e ministra. Como toda Irmã Catequista Franciscana, dedicava tempo também aos trabalhos domésticos, hortigranjeiros e de jardinagem.

Os pequenos, pobres, simples, desamparados e desassistidos sempre tiveram a preferência na dedicada missão de Irmã Emma. Seu espírito missionário falava alto! Emma não media esforços para atender aos que mais precisavam de ajuda. Destacou-se nestes serviços em todos os lugares onde trabalhou e viveu. Não esperava que viessem pedir ajuda, percebia a necessidade e ia ao encontro. Era ela quem os descobria!

Irmã Emma era mulher corajosa. Não temia transgredir leis quando se tratava de facilitar a vida das pessoas e das próprias irmãs. Foi a primeira irmã da Província a tirar o hábito religioso, quando trabalhava no Maranhão, lugar de muito calor. E veio sem ele para o Sul, para surpresa de muitas irmãs. De maneira simbólica, mostrou que a renovação conciliar, em curso naquele momento, era bastante ampla e atingia todos os aspectos da vida religiosa, inclusive aquele de um traje mais adequado.

 

Na Semana Santa, Irmã Emma foi internada no Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul, e, para surpresa de todas/os, seu estado foi se agravando sem que os médicos conseguissem revertê-lo. Faleceu nessa noite e será sepultada hoje, dia 23, após a celebração da Esperança às 16h, em Laurentino.

 

Irmã Emma, você que sempre intercedeu pelos mais fracos e indefesos: agora interceda por nós junto ao Deus da Vida, para que possamos ser fiéis ao projeto do Pai e darmos os passos certos na reorganização da congregação!

Descanse na paz do Senhor!

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Marlene Chiudini