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25 Abril 2017
Encontro de núcleo da região de Curitiba

Caminhante não há caminho, faz-se  o caminho ao andar. (Antônio Machado)

Não é possível ensinar nada  a uma pessoa; só é possível ajudá-la a descobrir essa coisa dentro de si. (Galileu Galileu)

Nos dias 22 e 23 de abril,  as irmãs da região de Curitiba se encontraram para conviver, partilhar a vida e aprofundar conteúdos sobre o projeto de vida, que inclui parte do processo formativo assumido na Província, para o ano de 2017, que tem como objetivo geral: “Ressignificar nossa consagração no contexto atual e fortalecer nossa comunhão e presença profética”. E como objetivo específico: “Vivenciar uma formação integral e transformadora”.

No período da manhã, do primeiro dia, esteve nos assessorado  Silvia Maria de Araujo, socióloga e professora aposentada da UFPR. Sua fala teve como base o seu livro Projeto de Vida: uma visão ampliada,  publicado pelas Paulinas.

Sivia Maria argumentou sobre a importância de todas as pessoas, profissionais e religiosos/as, elaborarem um projeto de vida, sobretudo  quando se vive em um mundo  fragmentado, consumista e individualista, que  facilmente nos influencia e  nos faz perder o foco de nossas vidas e a referência de valores que precisam estar no centro da existência humana.  A seguir, destaco algumas ideias  que perpassou essa reflexão. 

  • - Passamos a vida toda trabalhando demasiado, sem nos  trabalhar e  sem um projeto de vida que nos conduz à uma direção. O muito conhecimento e o trabalho excessivo não nos serve para nada, quando não mergulhamos no sentido de nossa vida.
  • - Projetar a vida  é colocar um rumo, que exige empenho e processo de avaliação. Um projeto de vida trabalha a nossa conduta; dá  luz para o momento em que se vive e amplia o raio de luz para mais longe, isto é,  trata-se de uma antecipação das ações  com liberdade, vontade e  organização.
  • - O projeto é sempre pessoal, mas  precisa estar em sintonia com a instituição da qual somos parte e ajustado  ao  projeto de Deus. É ele quem nos inspira e, sem discernimento no espírito, não se tem um projeto cristão.
  • - Quando falamos em projeto de vida, pensamos no futuro,  numa razão de existir, num sentido da vida, no que devemos sonhar, desejar e buscar, pois quando estamos satisfeitas, vivemos melhor com os outros/as também.
  • - A importância do projeto de vida, no contexto da modernidade em que vivemos hoje,  está em ser capaz de fazer frente a insegurança, para contratar-lá e vencê-la.
  • - O projeto de vida deve nos ajudar a compreender a finitude do tempo na existência humana, sem ultrapassar os seus limites. Ele potencializa novas virtudes, nos faz ser fiel a nós mesmas, a perseguir objetivos e a aprender a lidar e a superar nossas limitações, porque faz nos conhecer.
  • - A base de um projeto de vida são os valores que colocamos para as nossas vidas, e que estão vinculados à vocação abraçada.
  • - Em um projeto se faz necesário estabelecer metas e ter determinação. Meta é mais que objetivo, é a proporção de um  caminho maior.

Na parte da tarde, partilhamos como está sendo a experiência de elaboração do projeto de vida, os desafios e as descobertas. Em seguida, cada uma  individualmente deu continuidade a elaboração do seu projeto, o qual  foi orientado a estar centrado nos valores da VRC, segundo as diferentes dimensões de nossa vida,  à luz das Constituições Gerais. 

No domingo, continuamos refletindo a temática em questão a partir do texto elaborado por Irmã Cleide Lazarin, que  dá fundamentação à iluminação bíbliica assumida para o projeto de vida pessoal. Trata-se da perícope de Felipenses 3,12-16.  Partilhamos sobre as luzes que  a refleexão traz para o processo que estamos fazendo  pessoalmente e comunitariamente, na província.

Finalizamos o encontro com as comunicações da vida da província. Avaliamos que foi um encontro leve, participativo, cuja programação deu tempo para a convivência  e o estar juntas. Isso se torna muito importante para as relações humanas, sobretudo em  um contexto de vida de “corre e corre”,   que nos faz perder o sentido e o  prazer de estar juntas, conviver e tecer relações na gratuidade.  

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Neiva Furlin