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17 Setembro 2018
Cléglia Ânesi: Testemunho de Missionariedade

Foi pela fé que Francisco e Clara reacenderam no mundo a paixão pelo Reino, no seguimento a Jesus Cristo. Foi pela fé que frei Polycarpo, sensível aos sinais dos tempos, se pôs a caminho em busca de educação e catequese para o povo, e nesse movimento nos convocou a “sermos Irmãs do povo”. Pela fé, Amábile, Maria e Liduína partiram e continuam falando a nós...

A missionariedade se transformou em êxodo para aquelas três mulheres de Rodeio, em 1915. Fiel ao carisma, também Cléglia pôs-se a caminho rumo à “terra sagrada” do Maranhão. Em 1965, havia uma necessidade a ser suprida em Bacabal/MA, um apelo exigente. Cléglia reconheceu o tamanho da responsabilidade, mas ouviu o chamado e, como Maria, prontamente levantou-se com disposição e partiu “às pressas”, ao encontro do povo nordestino. A caminho da missão, ela escreve às Irmãs e a frei Eurico, um amigo seu: “Era tempo que eu estava aguardando esta reviravolta. Vou para Bacabal para atender aos pedidos de auxílio que de lá vieram [...]. Despedi-me do Sul não às gargalhadas, mas feliz por me sentir capaz de fazer um pequeno ato de generosidade...”.

Com coragem e alegria, Ir. Cléglia Ânesi assume o compromisso missionário quando, após discernimento, aceita o convite para as terras Maranhenses. A sua chegada em Bacabal/MA foi no dia 25 de setembro de 1965, integrando-se no trabalho de formação de animadores/as populares no Seminário Catequético Frei Jordão May e no acompanhamento das aspirantes da Congregação. Como discípula, Cléglia vê, ouve e se aproxima da realidade de sofrimento e pobreza do chão em que está pisando. Seu tempo foi de um ano, de 25 de setembro de 1965 a 18 de setembro de 1966... Tempo de Deus... Tempo suficiente... Viveu tudo com muita intensidade!

Mulher incansável, esteve sempre a caminho,enamorada pela causa do Reino, com um espírito de busca constante, mas dizia: “Se o espírito está pronto, a carne é fraca... Se Ele me chamou, me ajudará”!

Por isso, no misterioso e encantador teatro da vida, Cléglia foi uma grande artista. Na simplicidade da Vida e com abertura de coração, no dia

Dezoito de setembro de mil novecentos e sessenta e seis

Irmã Cléglia Ânesi entrega sua vida de vez.

Sendo fiel à sua vocação, exclama com o coração:

“Dou minha vida pelo povo do Maranhão”

Por amor a uma grande missão, doou sua vida

Sendo uma mulher guerreira e destemida.

Viveu com dedicação e muita simplicidade

Sempre atenta aos clamores da realidade.

Em Rodeio, Cléglia marcou com uma grande contribuição,

Acompanhando as juvenistas da Congregação.

Mulher terna, convicta, decidida e fervorosa na oração,

Sempre contente pelo chamado e seu SIM à vocação.

Em terras Maranhenses a semente foi plantada,

Deixando na memória a Irmã feliz, conselheira e despojada.

Com seu testemunho muitas jovens a vida consagraram,

Entregando-se sem reservas na construção do Reino de amor.

A semente fecundou e nova vida gerou,

A você, Irmã Cléglia, que seu SIM viveu com fervor, pedimos:

“Interceda por nós ao Senhor, para sermos fiéis em nosso SIM

e não perdermos de vista o ponto de partida e o caminho a seguir!”

Interceda por todas as irmãs, noviças, postulantes, aspirantes e simpatizantes,

neste movimento dinâmico da Congregação, nos seus 103 anos....

Interceda por toda a Congregação, neste processo de reorganização e tempo capitular!

Como Clara, Francisco, Amábile, Maria e Liduina, e a exemplo de tantas missionárias\os, a nossa missão é sair, visitar, ver, sentir e escutar o clamor dos pequeninos, das juventudes, das famílias e de tantos banidos e banidas da sociedade, como nos convoca o Evangelho, o Documento de Aparecida, as Linhas Inspiradoras da Congregação.

O Papa, em sua primeira Exortação Apostólica, intitulada a “Alegria do Evangelho” expressa o seu desejo: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a Igreja, aquilo que, muitas vezes, disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada, por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e pela comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos”.

Gratidão a todas aquelas e aqueles que marcam presença solidária e de esperança, junto a esse povo resistente como o mandacaru.

“Louvado Sejas , meu Senhor, por todas as Criaturas.”

Louvados sejas pelos 54 anos de presença no NE

e, sobretudo, pelos 50 anos em Vitorino Freire MA!

 

Colaboração das Irmãs: Esperança e Luana.

 

 

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Pela Coordenação Geral, Irmã Teresinha Tontini