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07 Dezembro 2018
Pés no caminho, firmando passos!

Iniciamos o segundo dia da Assembleia Capitular, com o momento orante em que agradecemos o caminho percorrido e as manifestações de Deus, reveladas pelos pequeninos e pequeninas nas diversas realidades onde estamos.

Boa parte da manhã foi reservada à apresentação dos Marcos do centenário, assumidos pela congregação no último Capítulo Geral. Alegramo-nos com a caminhada do Projeto de Educação Mutuê –Muxima & Malu – Moko, (nas línguas kikongo e kimbundu, significa: cabeça, coração, pés e mãos) que em Angola atende 600 pessoas entre jovens e adultos. Além da alfabetização acontecem outras atividades educacionais como: capoeira, teatro, artesanato e formação para a cidadania. A celebração da semana da paz tem sido muito animada e cresceu em participação no último ano. Na avaliação feita entre os educandos, uma jovem destaca como importante a certeza possibilitada pelo projeto, de estar na sociedade e não ser chamada de analfabeta. O sonho do grupo é que o projeto continue.

Em seguida contemplamos a caminhada realizada pelo projeto Guarani Kaiowá. Imagens e sons nos conectaram com a realidade sofrida deste povo consciente do seu direito à terra. Uma imagem muito forte que ficou gravada em nossa mente e em nosso coração, foi a de um indígena que manifestou sua indignação dizendo: “esta terra é nossa” e em seguida ingeriu um punhado de terra. Com emoção lemos depoimentos de indígenas, lideranças eclesiais e do CIMI sobre a importância da presença da congregação nestes tempos tão difíceis que eles têm vivido. Eles contam com a nossa presença na sua luta pelo território tradicional, e nós nos sentimos desafiadas a contribuir.

Concluímos a manhã com um tempo de reflexão individual para retomar a caminhada do sexênio destacando avanços, clamores e o que necessita ser intensificado. No início da tarde partilhamos nos grupos nossas conclusões, que depois de sintetizadas em cada grupo, foram apresentadas e refletidas no plenário. Entre os avanços destacam-se os Marcos do centenário, a metodologia do processo de reorganização, a formação inicial e continuada. Dos clamores que estamos ouvindo nos parece mais forte a interculturalidade, sobretudo na formação inicial e também a continuidade do processo de reorganização da congregação.

Neste segundo dia percebemos que os desafios são muitos, mas estamos cheias de esperança e coragem para buscarmos os caminhos de continuidade do nosso carisma.

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmãs Ana Claudia de C. Rocha e Maria Ármine Panini – pela equipe de comunicação do Capítulo