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Publicado em Notícias
Escrito por  Sede Geral - Rosali Paloschi 01 Junho 2021
Natureza: Revelação da Beleza, Diversidade e Cor da Divina Fonte da Vida!

 

“O CUIDADO DA NATUREZA

FAZ PARTE DE UM ESTILO DE VIDA” 

 

“No princípio Deus criou (...), e viu o que havia feito e viu que era bom...E Deus criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança. Deus viu o que havia feito, e tudo era muito bom”(Gn 1,1-31). Deus considera o homem e a mulher como continuadores da sua criação dando-lhes a missão de multiplicar. Isto é, devem continuar criando vidas, multiplicando-as.

Estamos cansadas/os de saber que nos desviamos do Espirito Criador de Deus. Quebramos o espelho para não ver a nossa imagem deturpada. Distanciamo-nos da Imagem da Divina Fonte da Vida, porque o que “acontece com a terra e com todo o ser criado, também acontece com os filhos/as da terra”. É isto que a pandemia provocada pelo vírus Covid 19 veio revelar.

Apesar de estarmos vivendo momentos de incertezas, inseguranças, medos, distanciamentos, “isolamento”, é importante aproveitar este tempo para retomar a proposta primeira feita pelo Criador, o de colaborar com Ele na Criação. Aproveitemos deste tempo de ‘silencio’ imposto à humanidade, para ouvir o clamor do Universo e da diversidade dos ecossistemas nos perguntando: de que lado estamos? Façamos a escolha fundamental: a opção pela vida (LS 23, 225).

Sabemos que “o cuidado da natureza faz parte de um estilo de vida que implica capacidade de vivermos em comunhão” (LS 222).

Comunhão não significa só com o ser humano, mas com toda a vida. Stefano Mancuso, em seu livro: A Revolução das Plantas, nos leva a enxergar coisas incríveis com relação à natureza. Questiona a inteligência, criatividade, o espírito inventivo das pessoas. Ousa dizer que a ‘humanidade’ se organizou a partir da organização da natureza e seu modo de viver e conviver. Cita o cooperativismo que tem na sua origem o modelo organizacional das plantas. Outro exemplo apresentado é de onde buscaram inspiração para a construção das torres. Para explicar cita Leonardo da Vinci, que além de pintor era um estudioso das plantas. Uma de suas descobertas foi a filotaxia, isto é, “o arranjo que garante às folhas a melhor exposição à luz sem fazer sombra as outras…”

Baseado nisto o arquiteto Saleh Masoumi, iraniano, projetou a Torre Filotática -“o arranha-céu residencial com uma solução totalmente inovadora: os apartamentos são arranjados em torno de um eixo central, como as folhas no galho, de modo que todos eles recebam luz de todos os lados, inclusive do teto, dando a possibilidade de cada apartamento coletar luz solar para gerar sua própria energia”. Inspirações Botânicas na Arquitetura” (Virgínia Fraiz).

Elas, as plantas, tem inteligência e que “todas as plantas são capazes de aprender com a experiência,(...)” Ainda o autor Stefano Mancuso exemplifica dizendo: Se “uma oliveira, for sujeita a um estresse como a seca, salinidade ou algo parecido, ela responderá implementando as modificações necessárias na anatomia e no metabolismo para garantir a sobrevivência(...). Depois de certo período, se propusermos o mesmo estímulo à mesma planta, talvez com intensidade até maior, notaremos um dado aparentemente surpreendente. Ela responderá melhor ao estresse. Portanto ela aprendeu a lição! Ela registrou em algum lugar as soluções usadas e, quando necessário, rapidamente as recuperou para reagir com mais eficiência e precisão(...). Aprendeu e conservou na memória as melhores respostas, aumentando as chances de sobrevivência”.

Os povos originários, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, povos da floresta... nos dão exemplos desta interligação da natureza com o ser humano e vice-versa. Apresentam-nos além da natureza que citei acima, um modelo de convivência social, o Bem Viver.

O Papa Francisco, salienta que “uma ecologia integral é feita de pequenos gestos” (LS230) e isto também a pandemia desvelou e despertou em muitas pessoas, grupos e comunidades. Vimos muitos gestos solidários com as pessoas que sofrem, maior empenho e consciência na preservação da natureza, com programas de reciclagens, hortas orgânicas, horta nos apartamentos, criação de abelhas nos apartamentos, pessoas que estão procurando viver somente com o mínimo necessário. Encontramos outras maneiras de cultivo e regeneração da terra e da mata. Lembramos a Agricultura Sintrópica, que tem como lema: Plantar floresta, para “plantar água” que as nossas Irmãs em Fatima de São Lourenço/MS estão colocando em prática.

Enfim, muitas iniciativas, experiências e vivencias a nível individual, comunitário estão acontecendo. Na encíclica Laudato Si no Cap. VI, encontramos caminhos e indicações consistentes e convite a sairmos da nossa zona de conforto, a colocarmos os pés no chão “para que as pequenas iniciativas, ações diárias se transformem em um estilo de vida” (LS 211).

Sabemos de muitas outras iniciativas. A humanidade como um todo precisa urgentemente tomar consciência da gravidade e sofrimento que o planeta está passando, fruto da “evolução”, ganância da mesma. Este ano o tema da semana do meio ambiente está voltado a refletir sobre “A Água, clima e restauração dos ecossistemas: reconhecimento dos direitos da natureza e das garantias do futuro intergeracional ”.

Queremos convidá-las/os a voltar o olhar, coração e todo nosso ser ao ecossistema. Ouvir sua voz, seu respirar, sua diversidade, cores e a louvar e bendizer a revelação, a beleza e a permanecia de Deus conosco através de sua criação.

Dediquemos um tempo, fazer a experiência para contemplar esta obra prima, espelho de Deus para nos interligarmos com o universo. Respiremos com ele, acariciemos a terra com nossos pés, sintamos o cheiro, o calor de seu ar, da brisa suave..

 

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Marilde Zonta

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