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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Marlene dos Santos 11 Outubro 2021
Mãe da consolação, olha por nós!

 

“Precisamos aprender com as mães que o heroísmo está em doar-se, a força em ter piedade, e a sabedoria na mansidão” (Papa Francisco).

Falar de Maria, especialmente de Nossa Senhora Aparecida, evoca a história do encontro dela nas águas do rio Paraíba do Sul.  Foi em 1717 que Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, subiu a cavalo até São Paulo, para tomar posse do governo. Permaneceu em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, sendo recebido com pompas e com grandes banquetes com o melhor da culinária local dos saborosos pescados do Rio Paraíba do Sul.

Para isso, a Câmara Municipal convocou os mais experientes pescadores para lançar as redes, pois era necessária boa quantidade de peixes. Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, entre outros, puseram as mãos no remo. Mas, por mais que se esforçassem, não pescaram nada. Foi quando na rede de João Alves, apareceu primeiramente o corpo da pequena imagem de Nossa Senhora, e depois, sua cabeça. Imediatamente, as redes se encheram de tanto peixe que os barcos quase afundaram!

Os bons ribeirinhos logo atribuíram essa pesca milagrosa à presença da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que, pelo fato de ter aparecido nas águas, ficou conhecida como Aparecida! As famílias dos três pescadores viviam na região do encontro da imagem e foram os primeiros a prestar culto à Nossa Senhora Aparecida. Assim, a imagem peregrinou durante bom tempo pelas casas dos pescadores, até se fixar em Itaguaçu, lugar do seu encontro, na residência de Atanásio Pedroso, que construiu-lhe um oratório e um altar de madeira, onde, todos os sábados, grupos de famílias iam rezar o terço.

“Nossa Senhora introduz na Igreja a atmosfera de casa, duma casa habitada pelo Deus da novidade", disse o Papa. Nossa Senhora nos enraíza na Igreja, onde a unidade conta mais que a diversidade, e nos exorta a cuidarmos uns dos outros. O olhar de Maria lembra que, para a fé, é essencial a ternura, que impede a apatia. Quando há lugar na fé para a Mãe de Deus, nunca se perde o centro: o Senhor. Com efeito, Maria nunca aponta para si mesma, mas para Jesus e os irmãos, porque Maria é mãe.

Maria é remédio para a solidão e a desagregação. Na vida fragmentada de hoje, onde nos arriscamos a perder o fio da meada, é essencial o abraço da Mãe. Há tanta dispersão e solidão por aí! O mundo está todo conectado, mas parece cada vez mais desunido. Precisamos nos confiar à Mãe. Na Sagrada Escritura, Ela abraça muitas situações concretas e está presente onde há necessidade: vai encontrar a prima Isabel, socorre os esposos de Caná, encoraja os discípulos no Cenáculo... Maria é remédio para a solidão e a desagregação. É a Mãe da consolação, a Mãe que “consola”: está com quem se sente só. Ela sabe que, para consolar, não bastam as palavras; é necessária a presença. E Maria está presente como mãe. Permitamos-lhe que abrace a nossa vida. Na Salve Rainha, chamamos Maria de “vida nossa”: parece exagerado, porque a vida é Cristo (cf. Jo 14, 6), mas Maria está tão unida a Ele e tão perto de nós que não há nada melhor do que colocar a vida em suas mãos e reconhecê-la “vida, doçura e esperança nossa”!

Deus não prescindiu da Mãe: por esta razão nós precisamos dela. Ele nos doou a sua Mãe “e não num momento qualquer, mas quando estava pregado na cruz: “Eis a tua mãe” (Jo 19, 27), disse Ele ao discípulo, a cada discípulo. Nossa Senhora não é opcional: deve ser acolhida na vida. É a Rainha da paz, que vence o mal e guia pelos caminhos do bem, que devolve a unidade entre os filhos, que educa para a compaixão.”

Maria enfrentou todos esses momentos com esperança e fé, pois sabia que todo aquele sofrimento era passageiro. O seu Filho ressuscitaria no terceiro dia. Esta mesma confiança deve marcar a vida de todas as mães que perderam seus filhos no último ano. A morte é apenas uma passagem para a vida eterna e verdadeira. A ressurreição é a única realidade definitiva. Todos os que morreram vítimas da pandemia certamente já foram acolhidos no céu pelo nosso Pai Eterno e Amoroso. Maria, como boa mãe, indica o caminho e acompanha seus filhos rumo ao abraço do Pai. O Papa Francisco destaca que a devoção a Nossa Senhora Aparecida é o grande sinal de esperança pelo fim da pandemia e destaca a oração mariana do terço pedindo à Santíssima Virgem pela cura da terra diante da pandemia do novo Coronavírus que está causando mortes em todo o mundo. As orações unem toda a humanidade que coloca sob a intercessão mariana o fim desse tempo de mortes, medos e incertezas.

Maria é a nossa Mãe e como tal não mede esforços para proteger os seus filhos contra a dor, o sofrimento, a tristeza. Nos momentos mais difíceis, vemos se manifestar de modo mais intenso o amor das mães em geral e da nossa querida Mãe Maria em modo particular.

Deixemo-nos tomar pela mão. Por fim, “deixemo-nos tomar pela mão”, disse o Papa Francisco. As mães tomam pela mão os filhos e os introduz amorosamente na vida. Mas, hoje, vemos quantos filhos que, seguindo por conta própria, perdem a direção, creem-se fortes e extraviam-se, livres e tornam-se escravos! Quantos, esquecidos do carinho materno, vivem tristes e indiferentes a tudo! Quantos, infelizmente, reagem a tudo e a todos com veneno e maldade! Mostrar-se maus, às vezes, até parece um sinal de força; mas é só fraqueza! Precisamos aprender com as mães que o heroísmo está em doar-se, a força em ter piedade, e a sabedoria na mansidão.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoa o povo brasileiro que te venera e te implora como mãe da diversidade! Roga por nós!

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Maria Rosa Zancanaro

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