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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Isabel do Rocio 24 Novembro 2021
Pelo fim da violência contra a mulher

 

Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma campanha mundial criada em 1991, visa a mobilização de pessoas e grupos para o combate à violência contra a mulher e reforça a importância da defesa e garantia dos direitos humanos para as mulheres. Também busca dar visibilidade e desnaturalizar os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo.

A Campanha tem início no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, data que é uma homenagem a “Las Mariposas”, as irmãs dominicanas Pátria, Minerva e Maria Teresa, assassinadas após a uma visita a seus maridos, presos políticos, em 1960. O grupo fazia oposição ao governo ditador Rafael Trujillo na República Dominicana. O encerramento acontece no dia 10 de dezembro, dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Outras datas importantes que se celebram neste período são: 29 de novembro - Dia Internacional dos Defensores dos Direitos da Mulher; 1º de dezembro - Dia Mundial de Combate à AIDS; 03 de dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência; 06 de dezembro - Dia de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (campanha do Laço Branco).

A Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1993)[1] afirma que é “violência contra a mulher qualquer ato ou conduta baseada no gênero feminino, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

De acordo com a ONU, 1 em cada 3 mulheres em todo o mundo sofre violência[2]. As mulheres sofrem tantas violências a ponto de morrer em decorrência delas. Se você é mulher, certamente já passou por uma situação de violência ou conhece alguma situação em que uma mulher passou por assédio, abuso sexual, estupro, violência doméstica, feminicídio, entre outras. Na raíz do fenômeno da violência contra a mulher está a relação de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres.

No Brasil, a Campanha tem 21 dias. Inicia-se no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. De acordo com Mapa da Violência 2015[3], o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial em assassinatos de mulheres, destas a grande maioria mulheres negras. Dados do atlas da violência 2021[4], entre 2009 e 2019 o número de homicídios de mulheres negras aumentou 2%, no entanto, o número de assassinatos de mulheres não negras caiu 26,7%, o que revela por considerar a dupla vulnerabilidade da mulher negra, a violência contra mulheres negras é muito mais letal. O que explica essa realidade, são as discriminações produzidas historicamente por uma sociedade machista, misógina e patriarcal que submete e oprime os indivíduos de acordo com a sua raça, sexo e classe social.

 Em Duque de Caxias, RJ, o combate à violência contra a mulher conta com a contribuição ímpar do Centro de Defesa da Vida Irmã Hedwiges Rossi – CDVida. Obra social da Diocese de Duque de Caxias, há 23 anos, O CDVida atua na prevenção e enfrentamento a violência contra a mulher, sendo pioneiro no atendimento especializado a mulheres em situação de violência na Baixada Fluminense/RJ, tornou-se referência no município. Foi criado pelas Irmãs Catequistas Franciscanas, Eunice Berri e Maria Lunardi. Oferece atendimentos social, psicológico e jurídico gratuitos. Ao longo desses anos atendeu milhares de mulheres contribuindo para que estas se fortalecessem, acessassem seus direitos e rompessem com ciclo de violência. O CDVida é um sinal de esperança na erradicação da violência contra a mulher. Conheça o nosso trabalho e contribua para que continuemos nossa missão. Nossos contatos: (21)37743993. Instagram: @cdvida_defesadavida


[1] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1996/d1973.htm

[2] https://www.paho.org/pt/noticias/9-3-2021-devastadoramente-generalizada-1-em-cada-3-mulheres-em-todo-mundo-sofre-violencia

[3] http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/04/MapaViolencia_2015_mulheres.pdf

[4] https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/arquivos/artigos/1375-atlasdaviolencia2021completo.pdf

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Raquel Narciso/ CDVida

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