“Não celebramos apenas um acontecimento histórico, mas a permanência de um carisma que continua vivo na Igreja e no mundo”!
Participar do retiro da terceira idade foi uma graça muito grande para nós, 25 irmãs que estivemos reunidas nos dias 20 a 22 de maio. Como a maioria já estávamos na Casa Mãe, em Rodeio, o clima de retiro já foi se criando durante vários dias que o antecederam, e se intensificou no dia 19, com a chegada da irmã Maria Lunardi, “chamada, ungida e enviada” pelo Espírito de Deus para nos conduzir nas reflexões e orações.
As irmãs da Casa Mãe prepararam todo um ambiente com cheirinho de atenção, carinho, amor, carisma, irmandade e tantas outras coisas boas...
A irmã Cleria Ferreira que acolheu a proposta de ser a moderadora junto à irmã Maria, também teve o mesmo cuidado na preparação do cenáculo onde nos encontrávamos para os momentos de reflexão e oração comunitária. Vale dizer que, todos os dias, sempre nos reuníamos para celebrar e partilhar as reflexões.
Com o tema: Travessia de Esperança e o Legado de São Francisco para hoje, no primeiro dia refletimos sobre o Ano Jubilar Franciscano: um legado que continua a gerar vida. O ano de 2026 marca um momento profundamente significativo para toda a Igreja, mas principalmente para a grande Família Franciscana: é a celebração do oitavo centenário do Trânsito de São Francisco de Assis. “Não celebramos apenas um acontecimento histórico, mas a permanência de um carisma que continua vivo na Igreja e no mundo”! À tarde desse dia foi a reflexão de Eclesiastes 3,1-22: debaixo do céu há um momento para tudo e tempo certo para cada coisa. O importante é saber discernir os momentos e viver sempre bem o momento presente.
O segundo dia nos proporcionou uma meditação profunda do significado da morte para São Francisco. Para ele, é uma realidade natural, pois faz parte da própria vida, tanto que ao sentir a proximidade da morte ele compôs a última estrofe do Cântico das Criaturas, chamando-a de Irmã Morte, porque a entendeu como um processo natural da vida, com as finitudes que lhe são próprias – idade, doenças... À tarde continuamos aprofundando o Testamento de São Francisco. Pelas 16 horas chegou o Frei João Francisco, mestre dos noviços franciscanos, e todas as irmãs que desejaram, puderam buscar o sacramento da reconciliação. Logo após, participamos da celebração eucarística com uma apropriada reflexão sobre perdão e paz.
Na manhã do último dia do retiro, ao chegar ao salão fomos sendo envolvidas por uma música suave e convidativa à oração e meditação. Com isto, entramos no tema do dia: Espiritualidade Ecológica e Cuidada da CASA COMUM. Foi tocante entender a Espiritualidade Ecológica como uma intensa experiência de relação com Deus, de onde provém a motivação interior, espiritual, que transforma a vida e orienta todo o agir humano.
Emocionante foi a oração da tarde, com a celebração do Trânsito de São Francisco de Assis, que nos ajudou a entender e acolher a ideia de que a morte corporal faz parte do processo do nosso viver.
Chegamos ao final do retiro com muita alegria e satisfação. Desde o inicio fomos chamadas “Irmãs Lamparinas”! A unção da Divina Ruah com que transmitia os conteúdos, irmã Maria conseguiu manter nossas lamparinas acesas durante todo o retiro. A ela, nossa terna gratidão! Nosso agradecimento grande às irmãs da casa, pela atenção e carinho em todos os momentos; à enfermeira, técnicas e cuidadoras, pela atenção e carinho no transporte, refeições e em todo tempo; às profissionais da lavação, limpeza e cozinha, pela dedicação! “E Deus viu que tudo era muito bom”! por isso, nosso maior agradecimento a Ele, por essa grande benção!

