O Livro de Daniel ensina que, a resistência às imposições dos impérios, se faz com sabedoria e fé.
Entre tantas mudanças que o Concílio Vaticano II trouxe para a caminhada da Igreja, está a relação com a Bíblia. A aprovação da Constituição Dei Verbum, deu destaque à revelação da Palavra, e incentivou a leitura da Bíblia.
No Brasil, a instituição do mês da Bíblia em 1971, contribuiu muito para a valorização da Bíblia. Multiplicaram-se Brasil afora os Círculos Bíblicos, que teve uma significativa influência no surgimento das Comunidades Eclesiais de Base.
Outro momento significativo para a valorização da Bíblia, foi surgimento do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI) em 1979 com frei Carlos Mesters. A proposta do CEBI é uma leitura que parte da realidade vivida hoje, considera o contexto em que o texto foi escrito, e volta para a realidade iluminando-a. É uma leitura que visa a transformação da realidade.
O contexto atual de uma fé vivida apenas na esfera privada, que tanto dificulta uma presença transformadora da Igreja na sociedade, exige um novo vigor, não apenas na leitura bíblica, mas em um método que considere o texto, o contexto e a realidade concreta vivida.
Esse ano, o mês da Bíblia, propõe a leitura do Livro de Daniel. O Livro de Daniel está dividido em duas partes, uma sapiencial e outra apocalíptica. Uma chave importante para a leitura deste livro é que a resistência às imposições dos impérios, se faz com sabedoria e fé. Ainda que aparentemente, os reinos desse mundo sejam vitoriosos, a fé nos fala de um “Reino que jamais será destruído” Dn 7,14.
Animadas/os pela Palavra de Deus, vamos juntos/as gestar esse Reino “que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo, Rm 14, 17.

