Como simpatizantes, somos também missionários.
Lendo o texto sobre a Vocação Missionária presente no Carisma da Irmã Catequista, lembrei de minha história e gostaria de partilhar. Sou de uma família de 12 irmãos e todos estudaram com as irmãs catequistas. Eu nunca esquecerei porque foi uma vivência muito boa para cada um de nós.
Irmã Veronica Hasquel, foi minha professora, uma verdadeira missionária. Ela sempre nos convidava para ser irmã. Convidava a ajudar na limpeza da igreja, do pátio...aquilo me chamava atenção, o jeito como as irmãs conviviam conosco.
Com irmã Verônica, aprendi as primeiras lições sobre os ensinamentos de Francisco e Clara. Nunca esqueci, ela pedia para nós ficarmos bem quietinhos e escutar em silêncio a natureza. A gente escutava os pássaros de uma árvore perto da sala de aula. Mesmo com o passar dos anos, isso ficou na minha mente, como se eu revivesse aquilo.
A minha mãe sempre comentava que gostaria que um filho ou filha seguisse a vida missionária. No último encontro de simpatizantes, em Laurentino, no mês de julho, na oração inicial trazemos presente nossas mães. Eu compreendi que estou sendo aquilo que ela queria que um de nós fôssemos: uma simpatizante que segue o carisma missionário da irmãs Catequistas.
Depois que comecei a ser simpatizante pelo convite do amigo Valdomiro, fui convidada para ser catequista, aceitei com um pouco de medo. Após, fui me soltando, pois tinha medo de falar em público.
Estou com quase 10 anos como catequista e decidi: enquanto eu puder, continuarei catequista, com visitas às famílias e participação comunitária. Conto também muito com meu esposo, também simpatizante, para eu poder dar catequese. Assim ele também é um missionário.
Participando como simpatizante a gente vai fazendo amizades e crescendo no compromisso missionário francisclariano e ajudando na transformação do mundo e fazendo acontecer o Reino de Deus.
Eu sou muito grata às outras irmãs que fizeram um trabalho missionário muito bom, fizeram história conosco. Sou grata também aos meus pais pois pelas orações e luta deles pelo que sou hoje. De certa forma também foram missionários.
Concluo dizendo que como simpatizantes, cada um onde está, na sua realidade seguindo no cotidiano, o carisma das irmãs catequistas franciscanas, continua vivendo a Vocação Missionária presente neste carisma.
