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03 Novembro 2026
“Graças dou por esta vida...”

 

Em cem anos de vida, vividos na simplicidade e humildade, Deus deve ter realizado muitas maravilhas!


Foi o sentimento de louvor e gratidão que transbordou do coração da Irmã Ignez Ochner nos dias que precederam a celebração dos seus 100 anos de vida. A irmandade da Casa Mãe vivenciou com ela essa expectativa, na preparação da celebração, na ornamentação do ambiente na capela, refeitório e demais espaços da casa e nas orações comunitárias.

O dia 27 de outubro amanheceu com ares de festa pela chegada das irmãs das redondezas, a equipe de coordenação geral, os familiares – um bom grupo de sobrinhas e sobrinhos da Irmã Ignez, os noviços franciscanos e o mestre Frei João Francisco da Silva. Por outro lado, havia a movimentação pela acolhida e para que tudo estivesse funcionando a contento, na hora certa.

Às dez horas iniciou-se a celebração eucarística de ação de graças, presidida por Frei João Francisco. Celebramos a ação de graças a Deus que concedeu à Irmã Ignez Ochner o dom da vida e da longevidade. Gratidão porque Ele “é o autor dessa história” que a Irmã Ignez escreveu! História feita de aprender e ensinar, de semear e colher, de gestar e fazer brotar o novo, de cair e levantar, de conquistas e perdas, de muitas bênçãos e luzes, de vida renovada!

Como leitura tivemos oportunidade de conhecer um pouco da vida e missão da Irmã Ignez, nos lembrando que para tudo há um momento debaixo do céu e tempo certo para cada coisa (Eclesiastes 3,1-8).

Assim, Ignez Ochner teve um tempo para nascer, crescer e envolver-se na vida da casa; tempo de ampliar os conhecimentos na escola primária e mais tarde no curso normal regional e no ensino médio; tempo para pensar o sentido da vida e fazer discernimento; tempo de deixar a família e optar pela vida religiosa; tempo do envio para diversas comunidades e escolas, como educadora e catequista e que foi um período longo de mútuo aprendizado; tempo de despedir-se da missão de educadora, pela aposentadoria. Tempo de parar? Não! Partir para outros caminhos missionários, nas mais diversas pastorais das comunidades onde esteve inserida; tempo de serenar a vida e ser missionária pela sintonia, comunhão e oração a partir da Casa Mãe. E..., tempo de celebrar! Esse momento foi ilustrado com o acendimento de uma vela no cenário, para cada fase da vida mencionada.

Na homilia Frei João Francisco enfatizou que “Deus esconde a novidade do Reino aos sábios e a revela aos humildes” e que Ele “olhou para a humildade de sua serva e nela operou maravilhas”. E acrescentou: em cem anos de vida, vividos na simplicidade e humildade, Deus deve ter realizado muitas maravilhas!

Após a celebração, no refeitório, houve tempo para conversa e uma animada cantoria, incluindo cantos de celebração da vida. Ao meio-dia foi servido o almoço festivo para todos os presentes. A confraternização terminou com o tradicional corte do bolo ao som do canto de Parabéns a você e o café. Em seguida, os familiares começaram a despedir-se e voltar para suas casas.

Um sobrinho, o professor Geraldino Ochner, enviou mensagem dizendo-se privilegiado por “usufruir desse encontro maravilhoso” e agradecendo “à Congregação das Irmãs Catequistas por tudo o que fizeram pela nossa tia Irmã Ignez. Que Deus abençoe a todas”! E nós também expressamos nossa gratidão à Divina Fonte da Vida pela graça dessa celebração; e a todas as irmãs que se envolveram mais de perto na preparação e realização; a todas as que estiveram em sintonia e gratidão pela vida da Irmã Ignez Ochner!

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Romilda Graciosa Weinrich