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19 Janeiro 2026
NA DANÇA DO CARISMA

 Encarnação - Entre Luzes de presépios ... II - Ressonâncias

O tempo de Deus

no presépio da vida!

A leitura do texto escrito pela irmã Carmelita Zanella, dias antes do Natal, desperta uma profunda reflexão sobre o tempo. O tempo passa, os presépios encantadores se desfazem e dão lugar a olhares de esperança voltados para um novo ano, marcado pela mudança na contagem cronológica. No entanto, na contagem chronos, quase tudo parece ter prazo de validade e utilidade.

Em pouco tempo, a simbologia do Natal se desfaz. E o que permanece? Permanece o presépio vivo da vida. Permanece o tempo, o cronos, mas sobretudo o tempo do significado, o tempo de Deus, que não se mede em datas, mas em presença e sentido.

No tempo chronos, a espera ativa por Deus muitas vezes passa despercebida, encoberta pelas coisas efêmeras do mundo terreno. Escrever sobre isso não é simples, pois nenhum pensamento dá conta de definir o ser humano em palavras. Cada pessoa é única. Falar da encarnação, sem julgamentos e com abertura interior, exige disposição para sentir-se parte de uma integração maior, que envolve toda a criação. Esse exercício é profundamente desafiador.

“Ele se fez carne e habitou entre nós.” Mas teria apenas habitado ou continua a habitar entre nós? Essa pergunta conduz à memória afetiva dos encontros em família e na vizinhança, reunidos para a oração. Havia prioridade nos encontros, nas celebrações, no cuidado com os mais frágeis. Vivia-se o pouco, mas com grande sentido de vida. Dar as mãos para rezar carregava um significado profundo.

O sagrado faz-se presente em tudo e em todos. Quantas vezes ecoaram os cânticos que lembram o irmão vento, o irmão sol, a irmã lua, o irmão lobo… somos todos obra das mãos do Criador. No presépio da vida, ainda que marcado por dores e feridas, habita no mais profundo da alma a esperança de uma vida nova, construída dia após dia pelos gestos de cada pessoa.

O tempo do kairós é esse tempo em que o visível se conecta ao invisível, em que o espírito é chamado a permanecer desperto e disponível para a comunhão, como filhos e filhas de Deus. Que a violência, a fome e as guerras possam ser vencidas pelo amor, pelo respeito mútuo e pelo trabalho comprometido de nossas mãos. Como diz o texto “A encarnação supõe uma nova maneira de viver, de lidar com o concreto do cotidiano para penetrar o profundo que sustenta a cultura dos pobres, em seu contexto e em suas buscas.”

Eolita dos Santos Branco Santos - Simpatizante - Rio do Sul - SC

 

Encarnação

é também Desapego

Ao ler o texto na Dança do Carisma sobre a Encarnação lembrei de um vídeo de Leonardo Boff no qual ele dizia que "as Congregações Femininas foram as parteiras da teologia da Libertação " Isso em função de irem nas periferias dos bairros e cidades.

Este escrito me fez acreditar ainda mais nesta fala de Leonardo. O texto é muito oportuno para os dias de hoje ou melhor, para todo tempo pois a humanidade nunca foi perfeita.

Gostaria de acrescentar mais um desafio para melhor viver o mistério da encarnação, onde Deus em Jesus, por amor se faz histórico. Estou me referindo ao tão precioso dom do DESAPEGO que se faz necessário pra que o Reino de Deus aconteça entre nós. 

Desapegados do nosso cotidiano, daquilo que sempre foi assim “agora e sempre”, com certeza será mais fácil tornar-nos melhores operários/as na construção do Reino, tantas vezes por nós pedido na oração do PAI NOSSO. 

Acontece que custa-nos muito sair do ”quadrado” da gente. Estamos apegados aos nossos afazeres do dia a dia, àquilo que nós temos, àquilo que nos foi ensinado desde sempre, tem que se formar, tem que se garantir! E então fazemos isso com toda a força e não saímos disso.

Portanto reafirmo: Para que possamos viver este mistério da Encarnação, esse mistério de amor gratuito precisamos aos poucos deixar nossos apegos, sejam quais forem. 

Para que o Natal seja uma realidade entre nós todos os dias, precisamos buscar a disciplina do desapego pois aí vamos nos abrindo à novas possibilidades, novos caminhos, novas veredas, mesmo quando tudo confuso e não vemos horizonte, acreditando sempre como Maria acreditou: Para Deus nada é impossível! (Lc1,37)

Um abraço de Paz e Bem- Adelmo Schulter- Simpatizante - Blumenau - SC

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Simpatizantes: Eolita dos Santos Branco Santos e Adelmo Schulter-

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