"Ser Irmã Catequista Franciscana, foi a minha decisão. Todos os dias renovo meu SIM a minha Consagração."
Irmã Luana Oliveira de Souza, nasceu em Arame, MA. Aos 19 anos disse SIM ao chamado para viver a vocação.
1. Como e quando a chama da vida religiosa consagrada se acendeu em seu coração?
Tem uma canção do Padre Zezinho que me acompanha desde do inicio da minha caminhada que diz: “Tu me fizeste uma das tuas criaturas, com ânsia de amar. Águia pequena que nasceu para as alturas, com ânsia de voar”. Essa canção reflete profundamente minha trajetória de fé.
Cresci em Arame / MA, em uma família católica, ativa nas comunidades eclesiais de base. Desde cedo fui envolvida em atividades como líder da pastoral da criança, catequese e grupo de jovens. Conheci as Irmãs Catequistas Franciscanas aos sete anos, junto à missão com os povos indígenas.
Ao concluir o ensino médio, cursei o magistério e me questionei sobre meu futuro, sonhava em constituir família e trabalhar. No entanto, Deus traçou outros planos. Participei do grupo vocacional das Irmãs Pequenas Apóstolas de Jesus, em minha cidade. O modo de ser e viver delas me encantava, mas algo me impulsionava a continuar a busca.
Neste mesmo tempo aceitei o convite das Irmãs Catequistas Franciscanas para participar de um encontro vocacional em Vitorino Freire - MA, o que me levou a um acompanhamento intenso no decorrer do ano de 2012. Em 2013, aquela ‘ânsia’ de amar e servir me impulsionou a fazer uma vivência com as irmãs.
Fui trilhando um caminho de escuta e oração fortalecendo meu desejo de seguir esse caminho, que aos poucos foi se confirmando o chamado à Vida Religiosa Consagrada, através da inserção junto aos pobres, o testemunho das três primeiras irmãs Amábile, Maria e Liduína.
2. Seu lema, "Eu vi o Senhor" é muito inspirador. O que o Senhor lhe disse e revelou neste encontro pessoal que a marcou?
Meu lema reflete todo o percurso. Ele perpassa as experiências vividas, incluindo as crises vocacionais que enfrentei. Em cada momento de incerteza, ouvi o Senhor me dizendo: “Estou contigo, minha filha. Não tenhas medo”.
Com meu modo de ser, viver e na busca inquietante de responder o chamado. Assim como Maria Madalena, anuncio: “Vi o Senhor!”, na vivência em irmandade, no grito da terra ferida, no clamor dos pobres que pedem pão, nas pessoas com as quais caminho, em cada realidade e lugar sagrado.
3. Poderia comentar sobre o significado dos elementos em seu convite?
“O chamado se fez caminho”, cada elemento do convite reflete a minha trajetória vocacional. A mulher que sou, o tau em meu colar expressa a espiritualidade francisclariana. O sol, com sua beleza radiante, ilumina o caminho, recordando os lugares sagrados desde Arame - MA, onde nasci, as cidades onde vivi e vivo a missão que molda quem sou hoje.
O mandacaru simboliza a resiliência e a região Nordeste do Brasil. O ipê amarelo, além de sua beleza, transmite força e resistência em todas as estações. O girassol, que floresce apenas uma vez ao ano e deixa suas sementes, foi incluído por sua capacidade de dar continuidade à vida. Acredito que a vocação tem essa dimensão de gerar vidas por onde passa.
O mar e o barco fazem referência à canção "Há um barco esquecido na praia", que fala das renúncias necessárias diante da escolha que faço. Os continentes simbolizam que a vivência da vocação é para todos os povos, pois é com o povo que aprendo a ser Irmã Catequista Franciscana, dando significado à minha vida. Assim, incluí em cada passo os nomes dos lugares onde vivi, com os olhos voltados para o futuro, desejando continuar em frente e alimentando sonhos representados pelos nomes dos continentes.
4. A partir do carisma e da identidade da congregação, como você completaria a frase: Ser Irmã Catequista Franciscana é…
Seguir Jesus de Nazaré, à semelhança de Clara e Francisco de Assis, inspirada pelo testemunho das três primeiras Irmãs Amábile, Maria e Liduína, que viveram seu sim radicalmente, no compromisso da construção do Reino de Deus.
É tecer relações de irmandade, na vivência da interculturalidade. É morar onde ninguém quer viver, nas periferias existenciais; é ser Irmã do Povo, com o povo como nos pediu (frei Policarpo). É lutar pela justiça, equidade e dignidade para todas as pessoas, vivendo cada dia com coragem e ousadia. É ser anunciadora da Esperança, com alegria, disponibilidade e simplicidade.
É ser feliz na escolha feita, mesmo diante das dificuldades, seguir com confiança e determinação, sabendo que cada dia é sustentado por Deus que dá o bom começo e a graça de continuar.
5. Como você se inspira nas fundadoras da Congregação: Amábile Avosani, Maria Avosani e Liduína Venturi?
A coragem, ousadia e determinação de cada uma. Elas souberam viver seu "sim" de maneira singular, permeado por uma entrega total e sem reservas, na alegria, simplicidade, livres e com total desapego. A convicção que as moveu fortaleceu cada uma em sua vivência radical e no compromisso com a vida. Juntas, na simplicidade do dia a dia, repartiam “o pão para as pequeninas e pequeninos, onde não havia quem lhes desse”.
Sem dúvida, são mulheres que “Viram o Senhor” em todas as vezes que se doaram por e com amor, pois elas acreditaram Nele e não permitiram que nada, nem ninguém, as impedisse de viver segundo Sua palavra.
6. Além de sua consagração definitiva, você será enviada para a missão em Angola. Como recebeu esse chamado específico? Que realidades, desafios e esperanças lhe esperam na sua nova missão?
Angola é um sonho missionário que venho alimentando desde que entrei na congregação, especialmente após a leitura do livro "Cores da Vida", que narra os 25 anos de vida-missão em Angola e que intensificou meu desejo.
Durante a realização de um mapeamento missionário da Congregação, expressei meu anseio de ir. No ano de 2025 participei da preparação do Curso Ad Gentes, concluí o curso de pedagogia e, em 2026 seguirei para essa nova missão.
Em Angola, a realidade é de um povo de fé, comprometido, alegre, festivo e acolhedor, que vive com intensidade, enfrentando inúmeros desafios, mas sempre alimentando a esperança de um novo dia. Estou muito feliz e já sinto a realização desse sonho em cada preparação para chegar lá.
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Convite para a Consagração Definitiva da Irmã Luana
É com alegria que a Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, minha família e eu, Irmã Luana Oliveira de Souza, convidamos você para participar da Celebração Eucarística e da minha Consagração Definitiva.
Dia: 24 de janeiro de 2026, às 17h
Local: Comunidade Nossa Senhora Aparecida. Avenida Ministro Luís Gallotti, 1752, Cidade Nova, Itajaí - SC.
Sigo confiante e alegre, na certeza de continuar vivendo o Sim no seguimento de Jesus de Nazaré, do jeito de Clara e Francisco de Assis, e como Maria Madalena anunciar todos os dias: “Eu vi o Senhor”!
Contamos com sua presença, oração e comunhão.


Comentários
tua nova missão em Angola.
Maria, Amabile e Liduina sejam tua força e iluminação.
Abraço de paz e bem.